domingo, 22 de maio de 2011

UMA PRIMEIRA-MINISTRA POUCO REPUBLICANA (AFINAL DE CONTAS...)

  

A Primeira-ministra Australiana, que se dizia tão republicana, ao fazer esta intervenção, deixou escapar, a sua veia Monárquica. Na Austrália, ao contrário da República Portuguesa, já foi realizado um Referendo Monarquia vs República em 1999 e o Povo Australiano optou, e bem, pela Monarquia. E se houver um novo Referendo no futuro, certamente, que a Monarquia voltará a ganhar. Tal facto só comprovará que a Monarquia é o melhor Regime Político que existe. Tal facto só comprovará que as tendências republicanas exprimem-se claramente em dois vectores materialistas: a) a ambição pelo poder com base de uma pseudo-igualdade que não existe b) a tendência materialista e anti-espiritual que leva, obviamente, ao facto de que quem não acredita que uma Nação precisa de Referências que nada têm a ver com Votos e Percentagens, acabará por condenar o seu próprio País à decadência. E, não é por acaso, que Portugal está como está neste momento, pois os senhores dos aventais que são materialistas são os primeiros a negarem a existência de Referências Divinas ou não divinas, sublinhando, claro, a pseudo-igualdade, que nem em eleições presidenciais existe ou até mesmo outras eleições. Confunde-se a igualdade de todos perante a Lei, com a igualdade de oportunidade de chegar à Chefia do Estado, quando só quem tem apoio partidário, lá chega para defender os interesses partidários de quem o elegeu. Quando a Chefia do Estado deve ser muito mais do que isso. Deve ser a garantia da perenidade da Democracia, da Estabilidade das Instituições, uma Referência de Unidade em torno dos valores nacionais, tais como a História, a Cultura e acima de tudo, a garantia de futuro da Pátria Comum. Os Australianos perceberam isso em 1999, perceberão isso num futuro mais ou menos longínquo. Repúblicas como a Portuguesa, a Italiana, a Alemã, a Francesa entre outras, que impedem o Referendo Monarquia ou República, não estão a tratar os seus cidadãos com Igualdade, porque não permitem o Direito à Escolha de Regime, logo não podem dizer que são republicas pela Igualdade de todos os Cidadãos, quando impedem descaradamente uma parte da sua população monárquica de poder exprimir em referendo a sua vontade. É uma atitude bem pouco democrática e de lamentar e que só demonstra o facto de as repúblicas serem sinónimo cada vez mais de decadência dos povos que as têm.

Publicado por David Garcia em PDR-Projecto Democracia Real

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