sexta-feira, 29 de abril de 2011

DEUS, SANTO ESTEVÃO, A VIDA E A "SANTA COROA" NA CONSTITUIÇÃO DA HUNGRIA

                    Parlamento da Hungria, Budapest


O governo da Hungria apresentou um projeto de reforma constitucional que semeou a confusão na oposição de esquerda, segundo o diário alemao “Die Welt” online. “Eles querem criar uma espécie de ditadura total”, estrebuchou Átila Mesterhazy, chefe da oposição socialista.

Mas, como o partido Fidesz recebeu do povo a maioria de dois terços no Parlamento, caminha para aprovar a nova Constituição já na Páscoa.

O preâmbulo começa com as palavras “Deus abençoe os húngaros”. Um exemplo a ser imitado por toda Constituiçao em um país católico.

O orgulho dos húngaros pelo seu país e pelo seu caráter cristão está claramente expresso no projeto de Carta Magna:

“Somos orgulhosos pelo fato de nosso rei Santo Estevão ter criado o Estado húngaro sobre base sólida 1000 anos atrás, e impostado nossa pátria como parte da Europa cristã”.

Santo Estevão
 A Constituição professa diversas vezes sua adesão à Cristandade e a uma “renovação espiritual”. Ela se refere também à “Santa Coroa”, com a qual desde o Rei Estevão cerca de 55 reis foram coroados, sendo considerada o símbolo da identidade húngara.

O projeto afirma mais adiante: “Os liames mais importantes para a nossa vida em comum são a família e a nação”.

A Constituição proposta protege no seu parágrafo M a instituição do casamento entre um homem e uma mulher “como base para a sobrevivência da Nação”.

Também a vida do nascituro é protegida desde a concepção.

A “Santa Coroa”

Os opositores de esquerda temem problemas legais para os homossexuais e uma mudança na até aqui cruelmente liberal lei do aborto, no essencial um legado sinistro do comunismo.

São previsíveis conflitos com a União Européia nesses pontos e ainda outros. De fato, a União Européia está empenhada em impor uma agenda laicista anti-família e anti-vida, anti-cristã na sua essência.

A Constituição prevê que as reformas devem passar com uma maioria de dois terços que as urnas outorgaram aos promotores do atual projeto. Em conseqüência, não está planejado nenhum referendo e a aprovação do projeto poderá ser recebida como um presente pascoal.

Fonte:
Publicado por David Garcia em PDR-Projecto Democracia Real

1 Comentários:

Anonymous Nuno Castelo-Branco disse...

Ainda veremos tanques "da Europa livre", entrarem Hungria dentro, procurando "libertar" os húngaros de si próprios.

30 de abril de 2011 às 01:36  

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